Certa vez um cão estava quase morto de sede, parado junto à água. Toda vez que ele olhava o seu reflexo na água, ficava assustado e recuava, porque pensava ser outro cão.
Era tamanha a sua sede, que abandonou o medo e se atirou para dentro da água. Com isto, o reflexo desapareceu.
O cão descobriu que o obstáculo – que era ele próprio – a barreira entre ele e o que buscava, havia desaparecido.
Nós estamos parados no meio do nosso próprio caminho. E, a menos que compreendamos isso, nada será possível em direção ao nosso crescimento.
Esse é o ponto onde nós estamos – juntos da água, com sede,mas alguma coisa nos impede, porque nós ñ estamos saltando p/ dentro. Alguma coisa nos segura. O que é?
O medo sempre diz: “agarre-se àquilo que é familiar, ao que é conhecido”.
E as nossas misérias,nossas tristezas, nossas depressões, nossas angústias, nossos complexos, nos são familiares, são habituais.
Nós vivemos com eles por tanto tempo e nos agarramos a eles como se fosse um tesouro. O que nós temos conseguido com isso? Será que ñ podemos renunciar às nossas misérias? Já ñ estivemos o bastante com elas? Será que já ñ nos mutilaram demais? O que nós estamos esperando?
Ninguém nos está impedindo. Apenas o próprio reflexo entre nós e o nosso destino.
Portanto, ñ continuemos a jogar a responsabilidade nos outros. Deixemos de nos consolar, deixemos de ter auto-piedade.
Fiquemos atentos. Abramos os olhos. Vejamos o que está acontecendo com nossa vida.
“Escolhamos certo e decidamos dar o salto.”
Fonte Gazeta
quinta-feira, 25 de março de 2010
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